É bem provável que não exista vida inteligente ao nosso redor

“Eu quero acreditar”. A frase símbolo da série Arquixo X, faz mais sentido do que nunca. Um estudo recém-publicado afirma o que muita gente custa a acreditar: é bem provável que nós estejamos sozinhos. Tudo indica que, pelo menos nas galáxias perto de nós, não há nenhuma civilização inteligente – para os que querem acreditar, a boa notícia é que talvez exista uma civilização tão inteligente que nós não conseguimos sequer detectá-la.

Vamos aos fatos: o pesquisador escocês Michael Garrett publicou um artigo dizendo que telescópios já podem identificar o calor residual emitido por civilizações que aproveitam energia de alguma forma, fator primordial para a existência de qualquer tipo de vida inteligente. Acontece que até o presente momento esses telescópios estão a ver navios. O estudo sugere que as poucas emissões detectadas são originadas de fenômenos naturais, como a poeira aquecida pela formação de estrelas.

O foco dos cientistas tem sido a busca por civilizações do tipo III na escala Kardashev, o grau máximo de aproveitamento energético. A escala, criada pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev em 1964, hierarquiza o nível de desenvolvimento tecnológico de uma civilização com base em três categorias: o tipo I, referente às civilizações capazes de aproveitar na totalidade a energia potencial de um planeta; o tipo II, que engloba civilizações que conseguem extrair toda a energia de uma estrela; e o tipo III, que abarca aqueles que aproveitam a energia de toda uma galáxia. Por enquanto, a Terra não alcançou nem o status de tipo I.

O estudo de Garrett faz uma ressalva, porém: pode ser que em algum lugar da vastidão do universo exista uma civilização tão avançada que mal produza calor residual, algo difícil até para os astrônomos conceberem. Apesar de nossa civilização não conseguir nem entrar na escala Kardashev, ainda somos os alunos mais inteligentes da turma.

Via Revista Galileu.

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