El Niño deve se alongar e prolongar efeitos no clima

A elevação na temperatura da água do Oceano Pacífico tem resultados globais em relação ao clima, que neste ano está muito acima do normal. Alguns cientistas dizem que este é o pior cenário nos últimos 65 anos. A evolução da nova anomalia na temperatura da água da superfície do Oceano Pacífico começou em abril do ano passado.

E devemos pensar que isto significa apenas alguns graus para cima de um ponto considerado estável para que se desencadeie uma mudança nos ventos, chuvas e temperatura em vários continentes, desde a América até o Sul da Ásia. O fenômeno conhecido como El Niño (O Menino) está acontecendo no momento, e segundo especialistas que monitoram a temperatura das águas do Oceano Pacífico, ele será intenso e mais persistente. Os motivos ainda não estão claros, mas algumas hipóteses indicam o aquecimento global como desregulador dos ciclos de temperatura das águas dos Oceanos.

O El Niño é acompanhado de outro fenômeno com o qual vive constante mudança com alguns intervalos de temperatura estável. Estamos falando da La Niña (A Menina). La Niña acontece quando a temperatura da água no Oceano Pacífica fica mais baixa, mudando totalmente o clima nos continentes já citados em relação aos efeitos causados pelo aquecimento das águas. Com a água mais quente, desencadeia-se uma série de eventos considerados anomalias do clima, mas que sempre acontecem em intervalos conhecidos, intercalando períodos de normalidade. O aumento da temperatura muda a dinâmica das algas marinhas que vivem nas regiões mais frias e assim diminui a quantidade de oxigênio liberada por elas através da fotossíntese.

Além deste efeito direto aos organismos vivos, o El Niño muda o clima de diversas regiões do planeta. O que acontece no Brasil quando temos o El Niño? Por ser um país com dimensões muito grandes, cada pedaço do Brasil sofre um efeito diferente no clima.Os efeitos mais claros são os invernos bem mais quentes que o normal e chuvas fortes no Sul do país. Durante o verão, os efeitos são ainda mais fortes, aumentando muito a temperatura e as chuvas em quase toda as regiões do Brasil, que apenas fica seco na Caatinga e litoral norte do país.

Via Biologia Total.

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