O que você precisa saber sobre o teste com bomba de hidrogênio da Coreia do Norte

Na manhã dessa quarta-feira (06/01), a agência de notícias da Coreia do Norte anunciou que o país realizou testes com bomba de hidrogênio com sucesso. É a primeira vez que o país faz experimentos desse tipo, tendo anteriormente realizado testes com bombas nucleares em 2006, 2009 e 2013 (veja esse gráfico do The Washington Post sobre testes com bombas nucleares para saber mais).

Segundo a CNN, os testes foram essenciais para que o regime do ditador Kim Jong-un cumpra seus objetivos militares. “Nós não usaremos a bomba nuclear se a nossa soberania não for atacada”, afirmam as autoridades em anúncio da agência de notícias da Coreia do Norte. “Esse teste com a bomba H nos leva a um novo nível de poder nuclear.

Nações do mundo inteiro repudiaram os experimentos do regime norte-coreano, principalmente porque a bomba de hidrogênio é ainda mais perigosa que a nuclear. De acordo com o The Washington Post, a bomba H pode ter 1000 vezes a proporção da que atingiu a cidade de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.

A principal diferença entre as bombas é que a de hidrogênio aproveita energia criada pela junção de átomos de hidrogênio em vez de separá-los, como acontece na fissão atômica. “As armas nucleares feitas com fissão geralmente possuem efeitos de 10 kilotons (cada kiloton equivale a mil toneladas), enquanto as armas nucleares que usão fusão têm proporções medidas em megatons (cada megaton corresponde a mil kilotons)“, explicou o analista de defesa Bruce Bennett à CNN.

A capacidade da Coreia do Norte de desenvolver uma bomba de hidrogênio também foi questionada. Autoridades da Coreia do Sul, do Japão e da China afirmaram que o terremoto causado pelo teste da bomba H teve a mesma magnitude (5,1) que um teste atômico realizado pelo regime em 2013.

Uma hipótese levantada por especialistas, segundo o Vox, é que o país tenha desenvolvido uma bomba de fissão. Trata-se de uma arma que utiliza uma quantidade de combustível de fusão para aumentar a proporção da reação de fissão. Só será possível descobrir a origem da bomba utilizada nos testes nas próximas semanas.

Via Revista Galileu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *