Cientistas descobrem segredo de pergaminhos de 2 mil anos




Historiadores bateram cabeça tentando encontrar uma maneira de ler os Pergaminhos de Herculano, que sobreviveram à erupção do Monte Vesúvio, no ano 79. A novidade é que cientistas descobriram que os escritos foram registrados com uma tinta à base de chumbo, o que acendeu a esperança de descobrir o que há nos papiros.

Quando o Vesúvio ficou ativo, no ano de 79, destruiu a cidade de Pompeia e algumas partes da cidade de Herculano. Séculos depois, centenas de pergaminhos foram encontrados nas ruínas de Herculano. O problema é que os papiros estavam queimados demais para serem desenrolados sem riscos de danificação. Graças a um dos microscópios de raio-X mais sensíveis do mundo, cientistas conseguiram descobrir que os Pergaminhos de Herculano foram escritos com tinta à base de chumbo, informação que pode ajudá-los a descobrir o que está registrado nos papiros sem danificá-los.

Esta descoberta abre uma grande possibilidade de podermos ler estes escritos”, explica Graham Davis, especialista em imagens raio-X em 3D e acadêmico da Queen Mary University of London. “Se descobrirmos que essa tinta era comum em todo o tipo de pergaminho, teremos feito um avanço imenso no sentido de ler papiros estragados por desastres ou pelo próprio tempo”, continua Davis.

Usando um avançado instrumento chamado síncrotron, os cientistas escanearam os papiros com microscópios raio-X extremamente sensíveis. Para se ter uma ideia, estes aparelhos são cerca de 100 bilhões de vezes mais brilhantes que as máquinas de raio-X usadas em hospitais. Agora, a equipe científica já está tentando usar o equipamento para decifrar o conteúdo dos escritos.

Por quase 2 mil anos, pensamos que sabíamos tudo, ou quase tudo, sobre a composição deste tipo antigo de tinta que era usado para escrever em papiros”, explica Daniel Delattre, um dos chefes da pesquisa. Acreditava-se anteriormente que a tinta era feita exclusivamente à base de carbono. “Até este momento, eu não esperava que os escritos destes pergaminhos fossem revelados enquanto eu ainda estivesse vivo. Hoje, já não penso isso”, opina o papirologista Dirk Obbink, da Universidade de Oxford.

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