Cientistas ingleses encontram feto mumificado de 2.600 anos




Pesquisadores do Museu Fitzwilliam, em Cambridge, na Inglaterra, encontraram um feto de apenas 18 semanas mumificado e selado em um sarcófago de 2.600 anos.

A descoberta é particularmente surpreendente porque os egípcios não costumavam mumificar fetos abortados. A hipótese mais forte é de que o feto seria um filho em desenvolvimento de alguém muito importante à época, dada a pompa e os cuidados com a mumificação e com o sarcófago. “Esta descoberta inédita nos ajudará a estudar a importância de uma criança que não chegou a nascer para a sociedade do Antigo Egito. O cuidado na preparação dos restos mortais mostra que esta vida era realmente valorizada”, disse Julie Dawson, diretora de conservação do museu, em entrevista ao jornal The Guardian.

Foto com detalhes do interior do sarcófago (FOTO: JAYMES SINCLAIR/FITZWILLIAM MUSEUM)
Foto com detalhes do interior do sarcófago (FOTO: JAYMES SINCLAIR/FITZWILLIAM MUSEUM)

Inicialmente, os cientistas acreditavam que o pequeno caixão escondia restos mortais embalsamados e ficaram animados com o que encontraram. Apesar de o crânio e a pélvis estarem rachadas e muito desgastadas, o museu informou que os ossos dos braços, das pernas e os dedos das mãos e dos pés ainda estão em bom estado.

Dawson disse que ainda é cedo para conjecturar sobre o sexo do feto. Ela também informou que, após as primeiras análises da ossada e dos restos mortais, não foi possível descobrir a provável causa do aborto.

Enquanto espera para ser analisado por scanners, o feto mumificado ficará exposto na mostra Morte do Nilo: Investigando a vida após a morte no Antigo Egito.

Via Revista Galileu.

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